VILLA DIODATI

Coletivo de Autores


Existe uma diferença entre dividir um espaço e verdadeiramente compartilhar um projeto. O Villa Diodati - Coletivo de Autores nasceu do segundo tipo de encontro. Aquele em que pessoas com histórias diferentes reconhecem, umas nas outras, o mesmo desejo fundamental e decidem construir juntas algo que sozinhas não construiriam.

Foi a partir desse incômodo compartilhado que o Villa Diodati - Coletivo de Autores começou a tomar forma, no final de 2023. Um convite lançado nas redes sociais reuniu autores que compartilhavam de uma mesma inquietação, e o que surgiu daí foi muito mais do que esperavam. Foi um coletivo com identidade, projetos e voz própria.

Os sete membros que hoje formam o Villa Diodati chegaram a esse encontro com histórias, habilidades e perspectivas distintas. Assores trouxe seus talentos como ilustrador e diagramador, foi quem iniciou o movimento e desde então assume a identidade visual das publicações do Coletivo. Renan Santana é capista, responsável pelas capas que apresentam cada obra ao mundo. Luciana Cunha Pereira é leitora crítica e cuida da revisão editorial. Renan Aryel mantém a estrutura administrativa que permite ao grupo funcionar com seriedade e continuidade. Anderson José tem um talento especial para social media, colabora com a construção da presença digital do coletivo nas redes. Zolira Barato é revisora e contribui com a precisão do texto e a qualidade da comunicação. Israel Costa, cheio de criatividade, traz o olhar inventivo que movimenta ideias e projetos. E, além de todas essas atribuições individuais, cada decisão do coletivo passa pela participação de todos: nenhum caminho é escolhido sem que cada voz tenha sido ouvida.

Dois livros publicados já expressam o que esse modo de trabalhar é capaz de produzir. Noites Sem Alma, a estreia do coletivo, reuniu sete contos de terror escritos, revisados, ilustrados e diagramados pelos próprios membros. As ilustrações foram criadas à mão após imersão nos textos que representam, e o processo de colaboração entre os membros transformou o projeto em algo muito além de uma antologia. É uma obra com personalidade coletiva, onde cada conto mantém a voz singular de seu autor enquanto dialoga com os demais.

O Que Ficou no Escuro, o segundo livro, ampliou o universo do Coletivo ao convidar dois autores externos a somar suas vozes ao grupo. Oito narrativas que transitam entre o suspense psicológico, o inexplicável e o fantástico, construídas com o mesmo rigor e o mesmo afeto que marcaram o primeiro volume. Um livro que prova que o Villa Diodati é um espaço em movimento, capaz de crescer sem perder o que o define.

Esse acúmulo de experiência prática se traduz nos serviços editoriais que o Coletivo oferece a autores e projetos independentes: revisão, diagramação, criação de capas, leitura crítica, produção de conteúdo e gestão de redes sociais. Serviços prestados por quem percorreu cada etapa desse processo com as próprias mãos, e sabe o que significa transformar um manuscrito num livro acabado, sem abrir mão da qualidade.

Em 2026, o Coletivo inaugura o Prêmio Villa Diodati — Prometeu Moderno, dedicado a reconhecer obras e vozes da literatura independente. Afinal, foi Prometeu quem ousou roubar o fogo dos deuses e entregá-lo aos homens, pagando com o próprio corpo o preço da iluminação. Séculos depois, naquelas noites que inspiraram a criação deste coletivo, Mary Shelley imaginou uma criatura formada de fragmentos, nascia ali o seu Prometeu Moderno. O prêmio nasce como um gesto de reconhecimento de que toda escrita independente tem algo desse impulso, a coragem de criar e de dar vida ao que ainda não existe, mesmo quando o caminho é difícil.

O Villa Diodati existe porque alguns escritores decidiram que a solidão do ofício literário não precisava ser condição permanente de quem cria fora dos grandes circuitos. E o que construímos juntos, livro por livro, decisão por decisão, é a melhor resposta que podemos dar a essa convicção.